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Continuamos escravos

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No fundo ainda somos todos escravos. O que foi construído para possuirmos, agora nos possui. Falamos em liberdade, porém não conseguimos enxergar que Liberdade é mais do que poder ir e vir ou expressar ideias. Baseados nesta falsa ideia de liberdade somos escravizados pela tecnologia, pela rotina de trabalho de dezenas de horas diárias, pelo lazer fundamentado em consumo e tantas outras "escolhas" (seriam escolhas mesmo?) que necessitamos fazer. Ainda continuamos escravos. O sistema que no início lutou contra a monarquia absolutista (e não se enganem, houve muito sangue) e contra uma divisão social de quem nascia plebeu morria plebeu, hoje se estabelece em outras bases, porém não muito diferentes. O sonho do oprimido é se tornar opressor. Se a nobreza de outrora lutou para manter sua posição social, riqueza e poder de exploração sobre outra classe, atualmente temos um outro tipo de "nobre", mas este costumamos chamá-los de "ricos". Calma, nã...

10 LIVROS PARA ESTUDAR FILOSOFIA

Mesmo quem já iniciou os estudos em filosofia, já ficou na dúvida sobre quais livros poderia ler para ter uma visão geral da história da filosofia ou dos temas filosóficos mais importantes. Para te ajudar nesta dúvida, criamos uma lista de leitura que lhe oferece o básico dos textos filosóficos para conhecer um pouco da história da filosofia e dos temas filosóficos ao longo de toda a história da filosofia. Esta é uma pequena lista de livros para quem já possui conhecimentos básicos em filosofia. Se você é iniciante no estudo da filosofia e deseja uma lista é introdutória, leia nosso outro artigo, 10 livros de filosofia para iniciantes. 10 Livros para estudar filosofia 1. A sabedoria dos mitos gregos – Luc Ferry 2. Aspectos do Mito – Mircea Eliade 3. A república – Platão 4. Ética a Nicômaco - Aristóteles 5. Confissões – Santo Agostinho 6. O Príncipe - Maquiavel 7. O contrato Social - Rousseau 8. O discurso do Mét...

RESUMO DO LIVRO DA ARTE DE LER - HUGO DE SÃO VITOR - CAPITÚLOS II, III, V E VI

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O primeiro capítulo do segundo livro é dedicado a diferença das artes. Hugo começa explicando as diversas definições para a filosofia, sendo a primeira, a etimológica, derivada do termo grego que significa “amor à filosofia”. Sua segunda definição é a filosofia como fundamento de todas as artes, ou em suas palavras, a “filosofia é a arte das artes e a disciplina das disciplinas”. Em seguida define como a “meditação da morte”, e como a disciplina que investiga com provas todas as coisas. Para fechar o tópico o autor divide a filosofia em teórica, prática, mecânica e lógica, divisão que abarca todo o saber. Dedicado a teologia, no segundo capitulo o autor defende a imutabilidade do intelectível e sua alcançabilidade somente pelo intelecto e mente. Define também a disciplina como o discurso sobre Deus. Capítulo 3, matemática, ou ensino que se ocupa da quantidade abstrata ou raciocínio. Neste tópico Hugo também expõe a teoria da degeneração dos corpos do intelectível para o inteligível, s...

Sobre o Ensino de São Tomás de Aquino (Resumo)

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Sobre o ensino de Tomás de Aquino aborda a questão da verdade e está estruturado como questio disputata, conforme essência da educação escolástica. Assim no texto, define-se um tema, apresenta-se uma tese, e as teses em contrário, para em seguida, a solução às objeções serem apresentadas pelo mestre. O livro está dividido em 4 artigos, sendo o primeiro, se o homem, ou somente Deus, pode ensinar e ser chamado de mestre. No segundo artigo se pode dizer que alguém é mestre de si mesmo. Se o homem pode ser ensinado por um anjo, no terceiro artigo e no quarto, se ensinar é um ato da vida ativa ou da vida contemplativa.  As objeções inicias (artigo 1) propõem que ninguém pode ensinar, e são levantadas as premissas.  Quando um homem apresenta sinais a outro, duas são as possibilidades. Se ele já conhece as realidades sinalizadas ou não. Se já conhece, não houve ensino. Se não conhece, não poderá aprender, pois não sabe os significados.  Ensinar é causar conh...

PLATÃO E O MOVIMENTO SOFISTA: AS CONTRIBUIÇÕES DA RETÓRICA PARA A EDUCAÇÃO

Frente ao contexto político da democracia ateniense do século V a.C, em que a disputa do poder político e das questões jurídicas se davam por meio do discurso, a retórica é tema de grande importância política a educacional a todo cidadão grego. Os sofistas se beneficiaram deste contexto político se tornando os professores de retórica daqueles que podiam pagar por seus ensinamentos. Focado na persuasão, não se preocupavam com o mérito da verdade dos fatos, mas tão somente convencer o júri e os demais cidadãos daquilo que estavam defendendo. Defensor da verdade e vendo a grande influencia que os sofistas estavam adquirindo, Platão faz uma forte oposição aos ensinamentos retóricos sofistas e desenvolve a sua própria retórica, abordando este tema no diálogo Fedro, texto ao qual se delimitará a investigação proposta. No Fedro, Platão traz os argumentos que defenderão a sua concepção de retórica e fará uma análise crítica do tema. Nesta análise acredita-se ser possível extrair contr...

Felicidade por Gil Vicent

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Só a leve esperança, em toda a vida, Disfarça a pena de viver, mais nada: Nem é mais a existência, resumida, Que uma grande esperança malograda. O eterno sonho da alma desterrada, Sonho que a traz ansiosa e embevecida, É hora feliz, sempre adiada e que não chega Nunca em toda a vida. Essa felicidade que supomos, Arvore milagrosa que sonhamos, Toda arreada de dourados pomos Existe, sim: mas nós não a alcançamos. Porque está sempre apenas onde a pomos E nunca a pomos onde nós estamos. 

O NAVIO DE TESEU

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O paradoxo do Navio de Teseu foi publicado pela primeira vez no trabalho de Plutarco, um antigo filósofo grego seguidor de Platão. Ele descreveu como Teseu (o rei fundador de Atenas) retornou de uma longa viagem pelo mar. Ao longo de todo o percurso, todas as velhas e desgastadas placas de madeira que formavam o navio foram sendo arrancadas e substituídas por placas de madeiras novas e fortes. As placas velhas de madeiras eram jogadas ao mar. Quando Teseu e sua tripulação finalmente retornaram da viagem, cada placa de madeira do navio havia sido trocada e descartada. Isso leva às seguintes perguntas: o navio em que eles retornaram era o mesmo em que partiram, apesar de agora as placas de madeira serem completamente diferentes? E se o navio ainda tiver uma placa de madeira original em sua estrutura? E se houver duas placas de madeira original em sua estrutura? Isso mudaria a resposta de alguém? Outro modo de olhar. Se o navio em que Teseu começou sua viagem for A e o navio e...